O Rio de Janeiro continua lindo
Passei o Reveillon no Rio de Janeiro e confesso que adorei. Como paulistana branquela que sou não conhecia nada da cidade maravilhosa e aliás, tinha vários preconceitos. Mas foi ótimo. Minhas resenhas provavelmente serão bem básicas, pra quem nunca foi pra lá mesmo. Pra começar, vamos falar um pouco das praias.
Olha, existe música, existe filme, existe toda uma fantasia do inconsciente coletivo, mas Copacabana não tá com esse glamour todo não. A praia é super cheia e a areia é daquelas duras, com pontinhos pretos, meio suja. Os quiosques são bem diferentes (nada de palhoça) são todos de vidro e metal e geralmente tem um deck com cadeiras e mesinhas mais confortáveis. E rolam uns quiosques inusitados, tipo, do mc donalds, do habibs, da nescafé… Uma coisa que me impressionou bastante foi que basta avançar um quarteirão pra fora da orla que as ruas são horríveis. Parece que a rua da orla, com as fachadas imponentes de apartamentos gigantes e hotéis luxuosos, é um cenário de papelão e atrás dele está a realidade: vias sujas, mal iluminadas, cheia de estabelecimentos antigos que nunca fizeram uma reforminha.
A oeste de Copacabana estão as praias de Ipanema e Leblon. Aí a coisa muda de figura. O bairro é residencial mas também tem vários restaurantes, casas de sucos e galerias ótimas pra gente se jogar nas compras. A praia é muito mais bonita, aquela areia fina e selecionada, água azul, com vista pra um morro que não sei qual o nome (Dois irmãos, talvez).
Também dei uma passadinha em São Conrado, praia que vem logo depois do Leblon, passando a Favela do Vidigal. Mas lá eu só fui pra pular de asa delta! Se você quer sossego alí é bem mais vazio que as outras praias e não é tão longe quanto a Barra. Ah, alí também flagrei a gravação da novela Viver a Vida! Apesar deles gravarem lá as cenas em que o Rodrigo Hilbert voa de asa delta, a cena que vi era da Aline Moraes com o Mateus Solano.
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