Santiago, Chile – Um passeio básico

Olá, pessoal!

Meu primeiro post será sobre Santiago Del Chile! Neste mês passei uma semana na cidade, curtindo os monumentos históricos, lojinhas modernas e ótimos restaurantes. Devo dizer que minha situação era um tanto atípica, já que fiquei na casa de uma amiga que está morando lá. Infelizmente não tenho dicas de hospedagem ou transporte, mas pra compensar, fui em lugares que geralmente não estão nos guias e serão abordados mais tarde. Passaporte na mão? Então vamos lá!

Pra começar, um roteiro bem básico e prático, o Cerro San Cristóbal. O esquema é o seguinte:

No cruzamento da Pedro de Valdivia Norte com a Av do Cerro fica a estação Oasis, onde você pode pegar um teleférico. Ele é meio velhinho mas é seguro e tem um estilo super nostálgico! Sabe aquela época em que dava pra ir no Playcenter? Então… Dá pra comprar o bilhete com uma, duas paradas, ida e volta… Se vocë quiser aproveitar e ver o zoológico do outro lado do cerro, compre duas paradas, sem volta. Na primeira parada, chamada Tupahue você pode ver a piscina pública, um parquinho e uma espécie de castelinho que exibe obras feitas por crianças. Dá pra acreditar que elas que fizeram esses bichinhos de papel machê? Super coloridos e criativos…

Volte ao teleférico e suba mais um pouco. Você vai chegar na estação Cumbre, o ponto mais alto do passeio, com uma bela vista e uma santa de 15 metros de altura no topo! O mais bizarro é que fica tocando música de missa nos auto-falantes, mas tudo bem. A vista seria mais bonita se não fosse a camada gorda de poluição que abraça a cidade. Nossa, não dá nem vontade de voltar lá pra baixo! Ahhahahah… Na verdade, uma das primeiras coisas que notei em Santiago foi o ar… Pesado e poluído, minha lente de contato ficava seca e a garganta coçava… Nada insuportável pra alguém que mora em São Paulo mas dá pra ficar incomodado. No fim não tem muito jeito, afinal, a cidade está rodeada de montanhas por todos os lados, a fumaça não tem pra onde escapar. Minha amiga está morando lá há um ano e deve ter desenvolvido retinas de aço porque ela nem se incomoda mais!


Ao lado do teleférico tem um restaurante, CUIDADO! Ele é péssimo, palavra da minha amiga! Mas você pode tomar um sorvetinho apreciando a vista. Eu tomei um MEGA de PISTACHE! Pistache, gente! Por que não tem isso aqui? Outro restaurante não aconselhado é o Giratório. O staff é super grosso e você ainda sai com dor de cabeça de tanto ficar girando. Bem, depois disso, você pode pegar o Funicular, um trenzinho movido a cabos de aço. Com ele você desce pelo outro lado do Cerro e assim, chega no Zoológico. Os destaques são o tigre branco e o urso polar. Mas também tem os meus preferidos, a girafa e o elefante. Sinceramente, eu sempre me empolgo pra ver os bichos e depois fico com dó… As jaulas são tão pequenas…

 

Saindo do Zoológico você desce até o fim do Cerro a pé e pode caminhar facilmente até a rua Fernando Marquez de la PLata, onde está uma das três casas museu de Pablo Neruda. Essa se chama La Chascona que significa Descabelada e era o apelido de sua esposa. Preciso dizer que nunca li nada do Neruda mas adoro o cara. Era um figurão excêntrico. Por exemplo, ele construiu uma sala de jantar que imita o interior de um barco. Tudo é colorido e os objetos são uma verdadeira miscelânica de coisas vindas de todos os países por onde ele passou. Ele viajou muito por conta de seu trabalho como cônsul. Aliás, durante a Segunda Guerra ele salvou milhares de europeus, levando-os para o Chile num navio. Em seu escritório também está exposto o Prêmio Nobel de Literatura! A esposa do Neruda dizia que ele morreu de tristeza, ao ver amigos serem torturados e mortos nas mãos do Pinochet. Aliás, essa casa foi invadida durante o golpe militar e vários de seus livros foram queimados. Infelizmente, não podemos tirar fotos de dentro da casa. Por um lado é bom, assim você fica com vontade de ir!

Saindo da La Chascona, siga pra rua Pio Nono ou Constitucion, você vai parar no Pátio Bellavista, uma praça de alimentação fofíssima, a céu aberto. Eu me arranjei no La Casa em El Aire, onde comi um combinado de quiche e salada, além de um muffim delicioso de sobremesa. Peça um pisco souer e aproveite o fim do dia ouvindo música ou recital de poesia! Lá também tem umas lojinha mas acho que no Pueblito Domenicos tem os mesmos artesanatos, por um preço melhor. Esa dica fica pra outro post!

Dica: Quem é passageiro da TAM, de qualquer classe, pode usar o translado gratuito da empresa, um ônibus que vai de Congonhas até o Aeroporto de Guarulho e vice-versa. Como eu moro perto deCongonhas foi ótimo! Ele sai de hora em hora, é super pontual e confortável! Você pode checar os horários aqui e economizar uma grana.

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